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Insônia


Quantos anos já se vão
     Um tempo que não tem fim
     E por companhia a solidão
     Nada mais restou pra mim.



     Sinto longa a madrugada
     E o silêncio me acompanha
  Já não posso fazer nada
     A não ser conter a sanha.



      Tenho que pensar em dormir
      Quando nem deveria pensar

No sono que poderia vir
     Pra minha mente acalmar.

 



 O pensamento nunca pára
   Navegando pra todo canto
    É uma doença que não sara
     Me causando um desencanto.

 


Novo dia está surgindo
 Os pássaros anunciando
     A exaustão me consumindo
     Não estou mais suportando.

 



  O dia que me angustia
     Pela noite que vai chegar
     Quando ela se prenuncia
     Aí começa o meu penar.


Augusto Canabrava



     





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